domingo, agosto 29, 2010


A WHITER SHADE OF PALE

A Whiter Shade of Pale é a canção de début do grupo britânico Procol Harum. Em 1967 fixa-se no top inglês, sendo rapidamente difundida para toda a Europa. Com uma tonalidade perturbadora, gramaticalmente Bach style, tornou-se um clássico dos anos 70. Em 2009 é considerado um dos temas mais ouvidos em todo o mundo ocidental com um número superior a 900 versões gravadas por diversos artistas.

Ouvindo Música ao Volante, da Rádio Renascença, no arrepio deslumbrado de uns dezassete anos inquietos, sofria. Um suave prazer agoniado, injectado pela beleza extrema da voz pressecutória de Gary Brooker, em cumplicidade com o som afiado e encantatório do orgão de Matthew Fisher, A Whiter Shade of Pale excedia a expectativa do meu deslumbramento.

Uma das grandes canções de todos os tempos, ouvida até à exaustão, no aperto dos bailes de garagem ou colorindo nostalgicamente os passeios da malta. Pela sua melodia foi, a canção, muitas vezes confundida com balada de amor, já que os dotes de tradução e compreensão   da letra e da realidade da vida destes grupos era deficitária e alvo de secretismo em Portugal. Apenas os jovens mais expeditos, que compravam revistas internacionais, se apercebiam de uma outra cultura juvenil, lá longe, onde se experienciavam viagens psicadélicas pintadas pelo LSD ou outras drogas comercializadas na época.
Só muito mais tarde soube que a letra desta canção descrevia uma acid trip, protagonizada pelos Procol Harum e Beatles, em festa conjunta.
Nessa altura, mais amadurecida e responsável, não fui suficientemente tolerante e não gostei!!!







A Whiter Shade of Pale

 We skipped a light fandango,
Turned cartwheels 'cross the floor.
I was feeling kind of seasick,
But the crowd called out for more.


The room was humming harder,
As the ceiling flew away.
When we called out for another drink,
The waiter brought a tray.
And so it was that later,
As the miller told his tale,
That her face at first just ghostly,
Turned a whiter shade of pale.


She said there is no reason,
And the truth is plain to see
That I wandered through my playing cards,
And would not let her be
One of sixteen vestal virgins
Who were leaving for the coast.
And although my eyes were open,
They might just as well have been closed.



And so it was later,
As the miller told his tale,
That her face at first just ghostly,
Turned a

whiter shade of pale.






VÍDEO - You Tube
FOTO - Grupo Procol Harum - Beyond the Pale, Procol Harum An Eye to the Future, http://www.procolharum.com/99/p/hh_image005.jpg
CAPAS DE ALBUNS - Imagens do Google

6 comentários:

  1. Sou a primeirinha a dizer-te que é bom reviver este tempo, estas sensações e esta música.

    Hoje, em fim de férias, também me sinto numa TRIP e até bastante WHITER / SHADE / PALE...

    Enfim...
    bj

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  2. Sigas... Oi!!!

    A nossa TRIP era um cigarrito no sótao da Isabel...

    A Rosita é que enviava a postalzinho do correio com o pedido para a MÚSICA AO VOLANTE...

    Matrícula???

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  3. Anónimo5.9.10

    Também sou desta época e chorava a ouvir isto.

    manô

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  4. Bia
    Obrigada amiga... Mesmo amarelita apareces... É bom ler-te...
    bj

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  5. Lucynha

    A matrícula era EI-47-01. Essa memória!!!
    bj

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  6. Manô
    Obrigada pelo seu comentário. Passe sempre por aqui.

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