sexta-feira, abril 09, 2010


3ª e 5ªs FEIRAS e outros INTERVALOS CRIATIVOS
ou
A TENTAÇÃO DICOTÓMICA HEGELIANA E O CONTINUUM INTEGRADOR, EXISTENCIAL


Julmar e as suas leituras contaminaram o enquadramento matricial dos raciocínios que elaboro. Era só abandono e fluidez e agora dou comigo a filtrar o isto e o aquilo como produto concebido pela preponderância do hemisfério direito ou do hemisfério esquerdo. Sem dar conta scannerizo os amigos e os familiares pelo mesmo crivo, arrumando-os num continuum percentual de mais esquerdo que direito ou vice-versa.
Por vezes incomoda-se em mim um Álvaro de Campos, subliminar, que pede o prazer de apenas sentir sem lembrar. Vogar na espuma da onda e não ferir as 'belas casquinhas de Nosso Senhor', para as quais Nietchze advertia.
Estará o nosso futuro no hemisfério direito?
Tomar o design como arquétipo de combinatória avançada, estratégia organizacional, finura e depuramento criativo?
Tenho um receio visceral, intuitivo, de tudo o que separa, para estudo, o Complexo. Embora a cibernética se apresente como uma extenção poderosíssima do hemisfério esquerdo, o mesmo, tem de governar, por processos lógicos, a lógica subserviente da máquina.
Ou não?

IMAGEM DO GOOGLE

4 comentários:

  1. Não sei como, quem tanto pensa, pode querer incorporar o Álvaro de Campos?

    E pode?

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  2. Claro que pode...
    Quando a mente está de ressaca!

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  3. Como Heraclito e muito depois, um seu herdeiro,Hegel defenderam tudo existe porque tudo muda (ou tudo é porque se nega enquanto é); sem separação não há união. A Dialéctica, sempre a dialéctica que Álvaro de Campos não pensa mas sente.
    Julmar

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  4. 1º A amora é um dos meus frutos preferidos, a ver: Low-profile (pequenina e escura, sempre no meio das silvas), tem uma anatomia de gênese fetal (a morula),é nutritiva, anti-oxidante, suculenta e deliciosa.
    2º Vi logo que esta amora tinha muito que se lhe diga!
    3º Estou de acordo com a evidência dialéctica que Hegel defende,sei também da conveniência de separar para melhor compreender, o problema reside em quem separa e de abstracção em abstracção perde de vista o contexto original integrador. Também receio a dicotomia que só opõe mas não re-liga.
    4º Depois, na minha ignorância, permito-me duvidar. Preciso de mais chão.
    bj

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