domingo, março 21, 2010



3ªs e 5ªs FEIRAS / DICOTOMIA OU DO GINECEU À ÁGORA

Ainda adverti 'Isto parece o Gineceu Grego', juntas e fechadas externalizando meras impressões. O mulherio (como diria o Barroso) concentrou-se na revista fatela que retratava a Mo'nique com fartos pelos nas pernas. Que escândalo! Já que a cultura ocidental contemporânea ergueu o seu púlpito à mulher e ao homem rapados. Vivam o laser, a cera e as pinças!



Os homens distinguiram-se o que consubstancia um puro acaso. Subiram à Ágora literária. A ver:


  • A vida atribulada, passional e impulsiva do Camilo Castelo Branco. Uma vida tipicamente romântica que lhe apurou os sentidos e mesmo sendo o primeiro escritor português a trabalhar para vender, transformou-se num romancista , cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Uma obra vastíssima da qual a nossa geração e a de nossos pais saboreou muitas obras.
  • O Aquilino Ribeiro com toda aquela riqueza lexical, respeitando uma saborosa raiz popular. Um estilista de linguagem apurada e sentido satírico com que apimentou os seus diálogos. As cenas de contrabando e da vida popular clara e deliciosamente retratadas. Ver o Malhadinhas.
  • A experiência do Adalmiro com o Ferreira de Castro a quem ajudou com as malas. Em viagem de comboio, para Lisboa, o autor não se deu a conhecer, mas propiciou um encontro inesquecível de ideias e histórias. Mais tarde enviou o seu livro A Neve e a Lã autografado. 'Não o vendo por nenhum preço!' refere o priveligiado. Ainda lhe atiramos com A Selva e os Emigrantes, que aprecia também, mas o seu tesouro é aquele livro assinado, em que o Horácio sobrevive e sonha, nas regiões frias da Serra da Estrela.

NOTAS

  • A Paula deu-me um beijo e disse ter gostado do que eu havia escrito. Subliminarmente ao gesto e às palavras, mais agradável e intenso, é o gosto amigo, que eu e ela temos, no encontro das nossas diferenças.
  • A Margarida enviou-me virtualmente um momento de profundo prazer e reflexão. Os Livros, em que a resenha expressiva, plástica e conceptual, é rica, suculenta de ideias e fomentadora de apetites solares. 'É proibida a entrada a quem não andar espantado de existir' diz, na introdução, Gomes Ferreira. Depois é tudo o que há de Bom. Deslumbramento? por que não? O estudo, a busca da verdade e da beleza são domínios em que nos é consentido sermos crianças para toda a vida!

QUADRO DE SALVADOR DALI - O LIVRO ÁRVORE

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