quinta-feira, dezembro 05, 2013

CENTRO DE FORMAÇÃO de ASSOCIAÇÃO DE ESCOLAS GAIA NASCENTE




Com nova direção desde 2011 certificou ações para professores nas mais diversas áreas do conhecimento e de forma gratuita.
Em breve, notícia completa

terça-feira, novembro 19, 2013

SEMPRE EM VIAGEM

Uma nova aposta agora ligada à organização e gestão da formação. Repetição de algumas matérias com a consciência de que quando revisitamos um autor ou um assunto aprendemos algo de novo.
O conjunto de diretores de Centros de Formação de Professores que se uniu à volta deste projeto realizou a primeira reunião por video conferência com a equipa da Universidade Aberta que coordena esta viagem coletiva!

No mesmo dia firmamos entre todos o compromisso de criarmos a nossa associação de estudantes: A VESPA


Veloz, Empreendedora, Sóbria, Proativa e Aprendente...

A todos os viajantes desejo felicidades e que cheguem mais capazes ao fim desta aventura!

Uma VESPA na saga da Pós-graduação

vcb

quinta-feira, março 17, 2011


LOS TORREALBEROS

COMO SUENA MY NIÑEZ



He descubierto a You Tube la musica que ha adornado el escenario placeroso de mi niñez. El harpa de Don José Vicente Torrealba cantando cristalina y alegre en una cascata de sonidos hermosos, modelando mis sueños y la mirada sobre el mundo. Tiembla aun el alma quando le oigo y el deseo vuela a Caracas, no la de hoy, sino la que cristalizó en la memoria de una niña deslumbrada.



Los bailes llaneros mueven los pasos de un cuerpo interior que vibra. El ritmo contento hecho de la ligereza pura de la hembra que se enpluma y revolutea cortejada por el varón. Los pequeños y ligeros pasos del bailarín de blanco o negro paletó.

Me recuerdo de cantar Alma Llanera y de aburrir mamita para que comprara un vestido de largas y bordadas faldas pintadas de color y de magia.

Yo nací en esta ribera
Del Arauca vibrador.
Soy hermano de la espuma,
De las garzas, de las rosas.
Soy hermano de la espuma,
De las garzas, de las rosas,
Y del sol, Y del sol.

Me arrulló la viva diana
De la brisa en el palmar,
Y por eso tengo el alma,
Como el alma primorosa.
Y por eso tengo el alma,
Como el alma primorosa,
Del cristal, Del cristal.

Amo, sueño, canto, rio
Con claveles de pasión,
Con claveles de pasión.
Para ornar las rubias crinas
Para ornar las rubias crinas
Del potro de mi amador.

Yo nací en esta ribera
Del Arauca vibrador.
Soy hermano de la espuma
De las garzas, de las rosas,
Y del sol, Y del sol.




Con una lírica tan llena de alegria, naturaleza, vibración y sol, la índole de mi alma se ornó de esa brisa, de esa espuma y del clamor rubio, primoroso y iridiscente del cristal.
 
VÍDEOS - You Tube - Los Torrealberos y Danza Llanera de Maracay - Venezuela

segunda-feira, março 14, 2011


ELVIS PRESLEY

BLUE SUEDE SHOES
 
 

Well, it's one for the money, two for the show
Three to get ready, now go, cat, go
But don't you step on my blue suede shoes
You can do anything but lay off
Of my blue suede shoes

Well, you can knock me down, step in my face
Slander my name all over the place
Do anything that you want to do, but uh-uh
Honey, lay off of my shoes
Don't you step on my blue suede shoes?
You can do anything but lay off
Of my blue suede shoes

You can burn my house, steal my car
Drink my liquor from an old fruit jar
Do anything that you want to do, but uh-uh
Honey, lay off of my shoes
Don't you step on my blue suede shoes?
You can do anything but lay off
Of my blue suede shoes

Well, it's one for the money, two for the show
Three to get ready, now go, cat, go
But don't you step on my blue suede shoes
You can do anything but lay off
Of my blue suede shoes

Blue, blue, blue suede shoes

Blue, blue, blue suede shoes, yeah

Blue, blue, blue suede shoes, baby

Blue, blue, blue suede shoes

You can do anything but lay off




AWOP- BOP-A- LOO-BOP-A- LOP BAM-BOOM!!!
Elvis explodia em euforia, força vocal, corporização rítmica vibrante, sensualidade e ousadia. Com um rosto de anjo malvado, cabelo estruturado em brilho negro, enlouquecia os jovens e as meninas. Quebrando as normas da madura classe média branca, irrompeu no ambiente musical de 50, inovador, selvagem e atrevido, numa imagem desenhada em cetins, pedraria, tachas, capas, golas gigantes. Era o Rei!!!
 
A  voz magnífica que viajava entre o atrevimento do rock e o romantismo mais idílico, associados a uma beleza intensa do rosto, uma  produção visual mítica e inteligência cénica colocaram-no no trono que ainda hoje não lhe podemos negar.
 
FOTOS - Imagens do Google
VÍDEO - You Tube

quarta-feira, março 09, 2011


A MAN'S WORLD




Natacha Atlas (nascida a 20 de Março de 1964) é uma cantora cujo estilo musical mistura sonoridades do Médio Oriente e Norte de África com a música electrónica. Interpreta a maior parte das suas canções em árabe, mas também canta em inglês, francês e castelhano.



É rico e sedutor o timbre vocal de Atlas. O canto é sinuoso, ornamentado e sugestivo. Os textos emergem, bordados pelas miscigenadas  sonoridades, que se vão configurando entre a música acústica tradicional árabe e o pop electrónico . Os arranjos, hipnóticos, vivem de lamentos, batidas fundas de trip hop, voos no house e um inquieto e quebrado drum and bass.


Com uma larga pesquisa em música indiana e latina e assumindo um reportório construído entre várias influências étnicas, expresso numa diversidade de linguagens musicais, Natacha Atlas foi nomeada em 2001, pelas Nações Unidas, Embaixadora para a Boa Vontade no âmbito da Conferência Internacional contra o Racismo. O fundamento da escolha refere-a como um modelo que personaliza uma forte mensagem multicultural indiciando a diferença étnica, racial ou religiosa como fonte de riqueza e não como ameaça. 


O tema deste vídeo ilumina, sem mais palavras, o texto que publiquei ontem, no Dia Internacional da Mulher. A imagem de entrada, a preto e branco, de leitura metafórica, é também um luxo.

Vamos ouvir e absorver a lírica:
This is a man's world, this is a man's world

But it wouldn't be nothing, nothing without a woman or a girl


 
You see, man made the cars to take us over the road

Man made the trains to carry heavy loads

Man made electric light to take us out of the dark

Man made the boat for the water, like Noah made the ark



This is a man's, a man's, a man's world
But it wouldn't be nothing, nothing without a woman or a girl



Man thinks about a little baby girls and a baby boys
Man makes then happy 'cause man makes them toys

And after man has made everything, everything he can

You know that man makes money to buy from other man



This is a man's world
But it wouldn't be nothing, nothing without a woman or a girl
 
He's lost in the wilderness



He's lost in bitterness





VÍDEO - You Tube, depois de seguido na postagem da Maria Miguel, no Facebook. 
FOTO - Imagens do Google 



1
DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Tenho dificuldade em aceitar muitas das manifestações que são habituais na comemoração deste dia. Sempre achei que o facto de os seres humanos serem homem ou mulher, com uma particular interpretação/representação, mais cultural  que genética, do mundo, não deveria pesar na  prática social de iguais direitos e deveres como pessoas e cidadãos.
Como tal não acontece, mesmo no nosso reduto ocidental, onde a exploração da mulher se faz de forma mais hipócrita e velada, não aceito que algumas bem nascidas sejam alvo de inúmeras atenções, desbragadamente induzidas pelo marketing, enquanto que sob a espuma da conveniência ficam na obscuridade dois tipos de mulher:
 - A que de alguma forma trabalhou ou trabalha, no fio da navalha da indiferença ou, de forma mais grave, da insídia e condescendência.
 - A que é escravizada para fins ditos 'sexuais', abusada pela repressão e mau-trato, ferida, vilipendiada, ignorada e silenciada sem qualquer punição dos crimes de que é o alvo.

Sou humanista e como tal ergo a minha palavra tanto em defesa do homem como da mulher que, em situação precária, são abusados por sistemas ou pessoas imorais e criminosos. Creio, porém, que a situação de integridade física e moral da mulher no mundo é dolorosamente mais grave que a do homem. Daí vejo que este dia poderá fazer sentido se for usado, não para festejar com flores ou caramelos a estabilidade asséptica das mulheres confortavelmente instaladas, mas, para:
 - Evidenciar modelos femininos que fizeram a diferença e transformaram o mundo.
 - Desvelar prepotência, escravatura e crimes perpretados contra a mulher.
 - Debater direitos humanos e tentar com isso desconstruir modelos culturais que afirmam como tradição as mais abomináveis práticas.


Como comemoração proponho a imitação de pelo menos alguns traços da alma de:

Marie Curie 1867-1934 


Foi a primeira mulher a receber o prémio Nobel e a primeira pessoa a recebê-lo em duas categorias separadas: Física, 1903, pela sua investigação em radioactividade e Química, 1911. Alguns anos mais tarde ajudou na construção dos primeiros aparelhos de raios X. 
 
 
Simone de Beauvoir 1908-1986

Uma das líderes da filosofia existencialista do século XX, desenvolveu uma intimidade pessoal e intelectual com Jean Paul Sartre. O seu livro O Segundo Sexo denunciou as tradições sexistas que dominavam a sociedade e a narrativa histórica. Este livro alvo de enorme controvérsia teve um enorme impacto na mudança de mentalidades relativamente ao papel da mulher na sociedade.



 
Madre Teresa de Calcutá 1910-1997
 
Como Missionária de organizações de caridade tratou, pessoalmente, cerca de 1000 doentes e moribundos em Calcutá, acompanhando a generosidade activa com palavras de incentivo ao amor entre os homens e à paz. Recebeu o Prémio Nobel em 1979 e é reconhecida como um ícon de altruísmo. 





Irene Sendler 1910-2008

Uma das grandes heroínas da resistência polaca ao nazismo, tendo sido nomeada para o Prémio Nobel da Paz. Salvou centenas de crianças do extermínio nazi correndo inúmeros riscos que colocaram a sua vida em perigo.




Agustina Bessa-Luís 1922

Escritora portuguesa que no cômpito geral da sua enorme e rica obra literária destaca a força, coragem, determinação, inteligência e estratégia da mulher portuguesa, de todas as classes sociais. 

FOTOS: Imagens do Google
1. Esther, 500 a.c., Rainha de Xerxes, Rei da Pérsia. A sua atitude corajosa como rainha evitou que o povo de Deus, que permanecia na Pérsia, sofresse um genocídio.


domingo, março 06, 2011


VIAGEM E/PELA LEITURA

GRÉCIA




A primeira edição de Um Adeus aos Deuses, de Ruben A., data de 1963. A abordagem que faz da sua estadia na Grécia nada tem de narrativa casuística ou factológica mas, esculpida em impressões surrealistas, consciente de uma consistente e poderosa bagagem histórica é mais facilmente absorvida pela identificação emotiva de quem já viveu estes lugares.
O livro abre-se para quem viaja, não na intenção de coleccionar lugares e objectos turísticos, mas para descobrir a identidade e a razão dos lugares, como também, para ali situado, pressentir a razão do que É e os caminhos que até SI percorreu.

                   


Mas que fale a poética da escrita:

'Uma Grécia despida de importância, sem oiro de renascenças, coisa pura, límpida, ao gosto civilizado do homem culto, uma humanização de luz penetrada da mais forte simplicidade.'

'O extraordinário destes sítios é obrigarem a trazer à flor do sentimento e à beira da inteligência perfurações que vão a milhares de metros de profundidade do nosso ser. Arranca-se cá de dentro o acamado de séculos de humano, de valores intemporais que surgem estáticos e imóveis, mas virados à testa do Pártenon como implorando o que de religioso há no homem que se encontra frente a frente ao mais poderoso e laico espírito da compreensão.'

'Os mitos são os aviões, os símbolos são os comboios. Na Grécia tudo o que é símbolo é pertença dos homens, está agarrado à terra, discute em paralelas, viaja ao correr da noite e apita com silvos que estoiram de encontro às montanhas - os mitos ambicionam conversar com os deuses, realizarem-se na intempérie das tragédias, criarem tipos e formas, quase nos patamares em que os deuses espreitam.'

'O que é espantoso é perder-se a ideia de infância, de pátria, de antepassados. O homem aqui vive de uma liberdade que o eleva para outras paragens, há uma obrigação no ar, nas colunas, nas estátuas, no congelamento dos livros, uma obrigação a mergulhar no domínio dos deuses criados pelo homem, pelas suas ambições imediatas de contactar a divindade, através da tragédia ou da forma de beleza que se entrega na medida humana.'


'A Grécia não tem nada de orquestral. Tudo é música de câmara. Nisto Henry Miller tinha razão. Quando Mozart lhe aparece dos brancos das ilhas, do casario íntimo de cal deitada às barradas sobre as casas, ele compreende bem o sentido profundo da música de câmara que invade o espírito. Há uma transposição musical em diálogo que nunca vai além de orquestra de câmara, fixando-se na comunhão íntima dos instrumentos de quinteto ou em sonatas para duo. Caminha-se por aqui, sempre a dialogar, uma força bruta agarra-nos cá por dentro a conversas que vão e vêm na harmonia do violino e do piano nas sonatas de Beethoven. É o culto do indivíduo, a liberdade de se ser gente, a fome insaciável de amolar o fio da navalha que cria a dúvida terrível entre a besta, o homem e Deus.'

CITAÇÕES - A., Ruben (2010). Um Adeus aos Deuses. Lisboa: Assírio & Alvim. pp.17, 28, 32, 41.
FOTOS - Vista aérea da ´cidade de Atenas; A Acrópole iluminada; Santorini; - Imagens do Google.


quinta-feira, março 03, 2011



FAVORITE SONGS - FAVORITE BANDS - THE 60'S


THE BEATLES





The Beatles used this song to end many of their early live performances. It was always a huge hit when they played it in concert, and was chosen as their opening song at their Shea Stadium performance on August 15, 1965 - the first Rock concert held in a stadium.




John Lennon admitted that he screamed the lyrics. The Beatles had to sing loud when they did countless live shows in their early years. Lennon had a bad cold and a sore throat when he recorded this song. That's what gave the lead vocal the "strained" sound that it has.

Paul is not a better singer than John, he just reaches the high notes easier cause that's the way his voice is. Paul has a nice soft voice, but John's voice is that Beatles-soundy that you need on that Rock n roll songs. John sounds great on that kind of songs.


I love this song, it's very high energy - it makes even me want to dance. I consider John Lennon's vocal on this record one of the most sexy's rock n' roll performance ever!
 
VÍDEO - You Tube
FOTO - Imagens do Google

terça-feira, fevereiro 22, 2011



AS CRIANÇAS E A CULTURA MUSEOLÓGICA

MUSEO E CENTRO DE ARTES  REINA SOFIA 
 16 DE FEVEREIRO EM MADRID



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“ Estamos cada vez mais na via de poder ouvir uma interpretação do mundo tal como ele é. (...) A criança vê as coisas com olhos não acostumados e ainda possui a pura capacidade de sentir as coisas como elas são.“
Wassili Kandinski, (1886-1944)

Todos os dias, de forma consciente ou não, aprendemos lições que alteram a forma como interagimos com o mundo. No adulto essa influência da cultura raramente abala os alicerces da sua cristalizada personalidade. Para a criança o contexto cultural é determinante porque a indiferenciada ductilidade dos processos mentais que se estruturam, numa  liberdade curiosa de descoberta, permitem uma assimilação pouco filtrada das experiências.

A gestão do contexto e dos recursos educativos viabilizados pela família e pela escola são, por isso, determinantes na prossecução de uma personalidade moral próactiva, inteligente e criativa.

A vida mental da criança está intimamente ligada à sua experiência sensório-motora. As experiências sensoriais são modeladoras da forma como os meninos apreendem a realidade e logo a transformam. Uma educação equilibrada, sadia e desafiante, dos sentidos e das emoções, tempera a mente dos meninos abrindo-os ao espectro solar da vida.

Provocar a imaginação e sustentar saberes estruturantes não pode limitar-se a uma forma sincrética de informar ou ao possibilitar de experiências múltiplas sem um contexto agregador. Tentar estabelecer uma ilha de capacidade  num oceano de cegueira é, em última análise, o malogro.

4.


No Museu da Rainha Sofia fui, pela minha natureza de criança disfarçada de adulto, profundamente tocada pela grandiosidade artística, intemporal, desses  poetas plásticos, que leram o mundo com olhos iluminados e sensíveis. Sorri com o sorriso estrelado de Miró, viajei sonhando pelas metáforas do Dali, descodifiquei a fantástica organização conceptual de Picasso encontrando, sempre, na sua honesta simplicidade de recursos, uma nova complexidade de intenções.

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A dado momento não pude alhear-me de uma outra realidade do Museu que se constituiu como poderosa lição. Em muitas das salas que visitei dividi o espaço com grupos de crianças ou de jovens que, acompanhados pelos educadores e professores, interagiam com os desafios artísticos expostos e reflectiam sobre os mesmos em leituras pessoais diversas.

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Assisti, no acto, a um exercício de imortalidade, a um parentesco cósmico do sentir e do expressar, à experienciação de um fluxo de comunicação paranormal cujo veículo foi a arte.


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Duma forma holística e integradora continuadamente realizamos que, a história do que foi é declaradamente a história do que somos, a história com que aprendemos e a história que, visitada e interrogada, nos permite recombinar para aspirar a mais e permitir ininterruptamente o acto criativo.


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A lição apreendida tem a ver com essa consciência que as escolas e as famílias espanholas têm da importância da cultura artística como vector de construção de um pensamento autónomo, estético e implicitamente moral, político e ético.

Existem no Museu e Centro de Artes múltiplos serviços que programam actividades para crianças e jovens, famílias e escolas entre outros actos culturais.

O Museu possui uma livraria especializada em que os livros de arte para crianças ou os livros de histórias infantis, concebidos como objectos artísticos, são um convite tentador e subversivo. 


Incorporada no edifício, como um recurso orgânico e crítico, atrai-nos a luminosa e ampla biblioteca do museu que alberga mais de 100.000 livros e documentos, 3.500 gravações sonoras e cerca de 1.005 vídeos.





Livres de espírito, auto-determinados, assertivos e proactivos, respeitando o melhor da sua cultura, não admira que deste fermento tenha medrado o talento expressivo artístico e que os espanhóis queiram dar à luz mais Dali, mais Miró, mais Picasso, mais Tapiés ...

Referindo-se à arte da Pintura Picasso afirmou:

“A Pintura é Poesia
E é sempre escrita em verso
Em rimas plásticas
Nunca em prosa.”

Esta Arte-Poesia estabelece o equílibrio prazeiroso entre as emoções e a razão. A ruptura deste delicado sistema é a causa de muitas das doenças do nosso século. As rotinas culturais elevadas educam a criança com o melhor que a sua família alargada tem para absorver.

Melhor que ir ao psicólogo, ou ao terapeuta é, sem dúvida, ir ao Museu! 


REVISÃO LITERÁRIA - http://www.museoreinasofia.es/index.html

FOTOS - VCB:
1. Alçado lateral do Museu e Centro de Artes da Rainha Sofia;
2. Pátio interior de acesso ao Museu;
3. Sala de exposição;
4. Sala em que se expõe a obra-prima de Picasso 'Guernica', 1937, na qual se encontravam crianças e jovens que estudavam e debatiam a composição;
5. 'Femme et Chien devant la Lune' - Miró, 1936;
6. Estudo de pormenor do quadro 'Guernica' de Picasso, 1937;
7. Pintura 'Escargot, Femme, Fleur, Étoile' - Miró, 1934;
8. Esculturas dinâmicas 'Tertúlia' de Angelo Santos Torroella,1929, e interacção das crianças;
9. Criança que faz a leitura de uma planta do museu, actividade integrada numa caça ao tesouro;
10. Escultura em bronze 'O Grande Profeta' de Pablo Gargallo, 1933;
11. Escultura em bronze 'Mulher no Jardim' de Pablo Picasso, 1932.  

domingo, fevereiro 20, 2011


MUSEO NACIONAL DEL PRADO - 15 FEVEREIRO EM MADRID



Na semana anterior já se haviam preparado as visitas. Revisão das matérias, relembrar de épocas e estilos, estudar concepções artísticas, situar no roteiro essencialista algumas obras e autores que desenharam perspectivas e dinâmicas, esculpiram sentimentos, revelaram segredos, afirmaram crenças, juízos e concepções. Artistas que redefiniram uma estética social, moral e política cujos traços impregnaram a forma como hoje sabemos o mundo. 

Pequeno apontamento transversal. A destacar:

Rogier Van der Weyden (1435-1438)



A Virgem e o Menino (Óleo sobre madeira)
Interpreta uma realidade  que se situa entre a escultura, a arquitectura e a pintura. O nicho tem uma representação gótica e a virgem e o menino aparecem como que esculpidas no seu altar. As referências arquitectónicas são bem visíveis e magnífica a qualidade da cor e o cair desdobrado do tecido.



Correggio (1489-1534)


Noli me Tangere (Óleo sobre madeira transferido para tela)
Primeira aparição de Cristo depois da sua morte. Maria Madalena, ricamente vestida, reconhece-o e ajoelha-se. O quadro atrai a permanência do olhar pela sua intangível dinâmica de bailado, pelo forte entendimento entre os personagens, pelos recursos plásticos  delicados e suaves. 

El Greco (1541-1614)


El Caballero de la mano en el pecho (Óleo sobre tela, 1580)
A partir desta obra El Greco passa a ser alvo de reconhecimento. Seguindo a tradição do retrato espanhol o quadro impõe-se pela sua sobriedade, distanciamento e detalhe.


Diego Velasquez (1599-1660) 


Retrato equestre do Conde Duque de Olivares (Óleo sobre tela, 1634)
A ascendência e importância do Duque de Olivares é revelada pelos pormenores cuidados do seu traje, pela expressão altiva do seu rosto e pela postura erguida do cavalo. O jogo de luz e sombra e a perícia do tratamento cromático, que se insinua até ao detalhe, obrigam à permanência do olhar, materializando um delicado e jubiloso prazer. 




As Meninas ou A Família de Filipe IV (Óleo sobre tela, 1656)
Obra-prima do pintor, a tela, colocada em destaque, atrai o olhar do visitante. O quadro é revelador da nobre posição social desta família. Ilumina, ao centro, a infanta Margarida, rodeada pelas Meninas, suas aias. Na porta do fundo reconhece-se o aposentador real, José Nieto e, no espelho, reflectidos, o Rei e a Rainha. O próprio Velasquez se representa, à esquerda da composição, exibindo no seu traje a cruz de Santiago e reforçando, com a sua presença, a nobreza do  seu papel na corte e a nobreza da sua arte.



José Ribera (1591-1652)


A Madalena Penitente (Óleo sobre tela, 1641)
A representação do artista releva uma Madalena de extraordinária beleza que, depois de uma vida de pecado, se recolhe e penitencia. São símbolos desta dicotomia: O rico manto vermelho sobre a rusticidade negra do  vestido e o rosto delicado, que rezando uma candura inocente, contrasta, sem culpa, com a voluptuosa e redonda nudez dos ombros.



Juan Fernandez, El Labrador (1587-1657)

Cachos de Uvas (Natureza morta - Óleo sobre tela, 1620)
Transparentes, suculentas, saborosamente apetecíveis.


Tomás Hiepes (1610-1674)


Duas Taças de Frutos sobre a Mesa (Natureza morta - Óleo sobre tela, 1642)
Hiepes é o principal representante da pintura barroca sobre naturezas mortas. De salientar a simetria dos elementos representados, o ponto de vista elevado, a proximidade dos objectos, o seu realismo e detalhe.


Albrecht Dürer (1471-1528)





Adão e Eva (Óleo sobre madeira, 1507)
Uma delicada e expressiva representação de Adão e Eva. A obra ultrapassa o carácter religioso. O quadro, em duas tábuas separadas, de tamanho natural, indica a individualidade de cada ser. No Adão só a maçã lhe confere identidade enquanto, na Eva, os símbolos que a definem são a serpente e de novo a maçã. O olhar de Eva dirige-se dissimuladamente a Adão e faz antever a eminente quebra da lei estabelecida.



Ticiano (1489-1576)




Adão e Eva (Óleo sobre tela, 1550)
Baseado no relato do Génesis, inspira-se na antiga estatuária e em obras, contemporâneas, como o fresco de Rafael e as gravuras de Dürer. Apresenta alguma inabilidade na composição mas o soberbo colorido da paisagem de fundo redime-o.


Murillo (1617-1682)

A Imaculada do Escorial (Óleo sobre tela)
Murillo executou cerca de 20 versões da Imaculada. Quatro delas encontram-se no museu do Prado. Esta pintura, em particular, apresenta uma virgem ainda menina.


Peter Paul Rubens (1577-1640)


As Três Graças (Óleo sobre tela, 1635)
As figuras femininas, voluptuosas, representavam três virgens puras, ao serviço de Afrodite, deusa do Amor. Do lado esquerdo o pintor usa como modelo a sua própria mulher. Além da redonda sensualidade, a composição apresenta um grande equílibrio e uma alegria espelhada de luz.


Goya (1746-1828)


 La Maja Desnuda (Óleo sobre tela, 1800)
Figura de mulher nua, em pose, com rosto inexpressivo. A pintura foi proibida por ser considerada licenciosa.



La Maja Vestida (Óleo sobre tela, 1800)
Goya pinta a mesma mulher, agora vestida, em traje branco, insinuando o corpo. A expressão do rosto é irónica e divertida, já que, a voluptuosidade feminina se acentua pelo falso esconder das formas proibidas.


Saturno Devorando o Filho (Pintura mural transferida para tela, 1821)
Em 1819 Goya comprou a Quinta del Sordo uma casa de campo nos arredores de Paris. Aqui o pintor decorou as paredes das duas divisões principais com as  conhecidas  Pinturas Negras que parecem ter como tema a maldade, o terror, a ignorância e a morte. São comuns a todas elas o exagero dos gestos e atitudes, a liberdade da pincelada, a utilização de traços enérgicos e manchas, assim como os contrastes de luz e cor. A sua violenta afirmação provocou um enorme fascínio e aproveitamento por parte das correntes vanguardistas, expressionismo e surrealismo, que as tomam como percursoras da arte moderna.

Thomas Lawrence (1769-1830)



Miss Martha Carry (Óleo sobre tela, 1791)
Prelúdio do Romantismo e auge da pintura inglesa. A delicadeza da composição está presente no cristalino olhar, no arrebatado ondular dos cabelos, na leve e transparente espuma do fluído rebuço. A pureza refinada do rosto e o alvo modelado do vestido afirmam-se sobre os tons quentes do pesado reposteiro de veludo.


Muñoz Degrain (1840-1924)

Antes de la Boda (Óleo sobre tela)
Este quadro integra-se na séria 'Os Amantes de Teruel'. História trágica de dois apaixonados que, separados pelos pais, acabam por morrer de paixão. O desânimo da noiva, obrigada a casar com a escolha paterna, destaca-se, melancolicamente, imerso na beleza e sumptuosidade dos tecidos.


 Os Amantes de Teruel (Óleo sobre tela)
Na sua visita ao túmulo do amante, depois de um beijo de despedida, a bela noiva morre por amor. Um quadro magnífico que recria um romance da mesma época.

Raimundo de Madrazo y Garetta (1841-1920)

Doña Inês (Óleo sobre tela)
A modelo do pintor é a actriz Maria Guerrero que, nessa época, era aplaudida pela sua interpretação teatral de Doña Inês. O retrato é fiel e intimista ao revelar não só a beleza calma do rosto como a interioridade reflectida do personagem.



Aline de Masson, A mulher do Artista (Óleo sobre madeira, 1876)
O olhar entornado de atrevimento e provocação. A postura erguida em segurança e uma boca, entreaberta, feita rubro desejo. Uma luz texturada de primorosa beleza. O enquadramento escuro que sustenta o requinte e incendeia a paixão.
O mais puro realismo burguês em voga nos círculos parisienses.


Joaquin Sorolla (1863-1923)



Meninos na Praia (Óleo sobre tela, 1910)
Uma das mais significativas obras de Sorolla, reveladora de plena maturidade plástica. Os jogos da luz do meio-dia, sobre a água, evoluem em largas pinceladas amarelas, queimadas e malvas, definidoras de imediatismo e de uma forte sensação de vida. O enquadramento é fechado, próximo, numa composição diagonal. A luz abre-se, desde o fundo, eclodindo, clara e absoluta, na nudez bem definida do primeiro menino.

FOTOS - WikiGallery.org; Imagens do Google.
FUNDAMENTAÇÃO LITERÁRIA - http://www.museodelprado.es/